quarta-feira, 9 de maio de 2018

all ways

Cuidado com o que deseja, pois você pode conseguir o que pediu.

Em uma brincadeira com um colega de trabalho eu falei "Queria ir embora agora e só voltar na metade do ano que vem". Em seguida eu pensei em que situações isso poderia ocorrer, uma delas era ficando doente e ter que ficar em um hospital ou em casa por todo esse tempo. Não pareceu valer a pena, então respondi (a mim mesmo) "Mentira, prefiro ficar trabalhando mesmo e com saúde".

O que me fez refletir sobre isso foi um incidente que ocorreu com uma pessoa que conheci em um fórum de internet: Certa vez ele contou que desejava conseguir 150 mil reais para reformar a casa dele, um tempo depois, enquanto viajava, ocorreu um incêndio que destruiu uma boa parte da casa e, como ele tinha seguro, recebeu pouco mais de 150 mil. Vejam, ele conseguiu o dinheiro, mas e aí? Valeu a perda?

E não, não acredito que o incêndio aconteceu porque ele tinha desejo do dinheiro pra reforma, foi apenas uma coincidência, mas se ele não tivesse tal desejo o incêndio teria sido apenas uma má sorte qualquer, mas pra ele pareceu que foi uma "consequência".

Enfim, mesmo que eu saiba que isso não influencia em porra nenhuma o futuro, eu prefiro ter cuidado com o que eu desejo.

domingo, 29 de abril de 2018

sexta-feira, 27 de abril de 2018

rua 10

"Você é sincero demais"

Puxando na memória, nos últimos meses eu devo ter ouvido isso de pelo menos umas 6 pessoas diferentes.

"Ué, mas isso não é bom?"

Depende.

Enquanto a honestidade ainda é vista como uma qualidade louvável (não sei por quanto tempo), a sinceridade é vista de maneira dúbia, ou seja, pode ser muito boa, boa, ruim ou muito ruim.

"Nada a ver, tiozão, todo mundo espera sinceridade dos outros"

Será mesmo?

O que percebi da maioria dessas pessoas e de outras ao longo da vida é que muitas se ofendem com a sinceridade alheia.

Recapitulando fases da minha vida, me lembro de uma época em que eu não era tão "assim". Talvez uma necessidade de aceitação me fizesse vestir uma máscara que não me pertencia. Porém, jovem, o tempo é implacável e ele muda as pessoas. Foram muitas coisas que mudaram em mim e me fizeram chegar neste ponto, mas acho que as principais foram parar de querer me encaixar em grupos (coisa que nunca consegui) e deixar de tentar agradar os outros (geral, claro que tem RARAS exceções).

O balanço geral de tudo isso é: Algumas pessoas se aproximam de mim por pensarem que essa é uma característica boa, o que alguns chamam de autenticidade; Tem os que se afastam por não suportarem a idéia de ter que lidar com alguém que não faz a mínima questão de agradá-los; Por fim tem os são tão desconectados de certos padrões sociais que não fazem distinção de alguém assim (esses são raríssimos).

Sabe, quando você é sincero com alguém sobre algum assunto, você potencialmente pode criar um problema, como deixar a pessoa magoada. Só que se você não é sincero, você estará criando DOIS problemas, mas a parte boa é que você não tem que lidar com eles de imediato como no primeiro caso.

Pode ser questão de escolha de cada um ser assim? Pode. Mas eu não sei e não me sinto bem agindo de outra forma.

Ah, também costumam confundir ser sincero com ser grosso, adjetivo que também ouvi algumas diversas vezes nos últimos meses.

Sei lá, não consigo ver grosseria no que falo. A forma com que as palavras de alguém te afetam depende de você e não dela.

Acho que me enrolei um pouco. É o sono.

"For my mistakes, I am to blame"

quarta-feira, 25 de abril de 2018

melhor não

Esta não é a postagem sobre "ídolos" que pretendo fazer, mas gostaria de registrar uma coisa diante de determinadas situações.

Ter ídolos tem suas vantagens, como te dar um certo incentivo pra melhorar como pessoa, seja fisicamente (caso seu ídolo seja um esportista), mentalmente (caso seja um cientista, filósofo ou afins) ou profissionalmente (caso seja alguém bem sucedido do seu campo de trabalho), mas há a desvantagem de, caso seu ídolo te decepcione de alguma forma, fazer você perder motivação ou criar certo desgosto por alguma área que antes você curtia.

Lembrei disso por ter visto uma notícia de que um grande nome do mundo do entretenimento foi acusado de assédio sexual. Lembrando que acusação não implica culpa.

Esse cara é venerado pela cultura pop mundial, muito mais do o maluco da série House of Cards era antes dos escândalos virem a tona.

Eu prefiro acreditar que sejam acusações infundadas, não por ele ser meu ídolo, longe disso, mas porque eu sei que o mundo está cheio de pessoas aproveitadoras que tentam ferrar os outros pra conseguirem algo.

Todavia, se as acusações forem verídicas, espero realmente que a mídia e os fãs não tentem "passar um pano".

Always believe.

domingo, 22 de abril de 2018

cogumelocabeça

O quanto você está disposto a abrir mão para conseguir algo que almeja?

Vida social, saúde mental, estabilidade emocional?

E se você fosse algo que alguém tivesse que abrir mão por algum motivo?

Isso que você almeja é a mesma coisa que vai te fazer feliz ou apenas algo pra você mostrar pras pessoas o quão bem sucedido é?

Como você se sentiria se você fosse o motivo da felicidade de alguém, mas ela escolheu abrir mão de você só pra ter sucesso em outra coisa?

Penso que não se colocar no lugar do outro é um dos grandes problemas da humanidade. Imaginem quanta coisa ruim poderia ser evitada... Quantas guerras não deixariam de acontecer, seja guerra militar ou "guerra" dentro de uma família.

"In a sky full o people, only some want to fly, isn't that crazy?"

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Tem uma paradas que você só dá valor quando não pode mais fazer.

Essa sensação estranha parece ser uma constante na minha vida.

terça-feira, 17 de abril de 2018

o bonde segue sua nau


Dias atrás (pensava em você - espero que entendam a referência musical hahaha) eu acho que estava passando o filme O Náufrago e eu ouvi (eu não estava perto da TV) aquela parte que elevai até a casa dele e reencontra a (ex)esposa. Não ouvi a parte toda, mas lembrei do que acontecia, basicamente havia um questionamento sobre ela ter se casado novamente e ela argumentando de que "ele estava morto".

Caralho, deve ser uma puta situação de merda.

Imagina, você ficar anos longe, sem contato e sonhando no dia que poderá voltar pra sua casa e família, quando você finalmente consegue, já não bastasse todo o sofrimento anterior, ainda descobre que "aquela casa não é mais sua" e que você agora está solteiro, digamos. Do outro lado tem a sua família que sofreu na sua busca, na "constatação" da sua morte e na sua ausência, que acabou por fazer o que as pessoas fazem, seguir em frente.

Como se lida com isso, de ambos os lados?

Acho que nenhuma resposta é certa.

Mas, no fim, "o certo é o certo, na guerra ou na paz."