domingo, 22 de abril de 2018

cogumelocabeça

O quanto você está disposto a abrir mão para conseguir algo que almeja?

Vida social, saúde mental, estabilidade emocional?

E se você fosse algo que alguém tivesse que abrir mão por algum motivo?

Isso que você almeja é a mesma coisa que vai te fazer feliz ou apenas algo pra você mostrar pras pessoas o quão bem sucedido é?

Como você se sentiria se você fosse o motivo da felicidade de alguém, mas ela escolheu abrir mão de você só pra ter sucesso em outra coisa?

Penso que não se colocar no lugar do outro é um dos grandes problemas da humanidade. Imaginem quanta coisa ruim poderia ser evitada... Quantas guerras não deixariam de acontecer, seja guerra militar ou "guerra" dentro de uma família.

"In a sky full o people, only some want to fly, isn't that crazy?"

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Tem uma paradas que você só dá valor quando não pode mais fazer.

Essa sensação estranha parece ser uma constante na minha vida.

terça-feira, 17 de abril de 2018

o bonde segue sua nau


Dias atrás (pensava em você - espero que entendam a referência musical hahaha) eu acho que estava passando o filme O Náufrago e eu ouvi (eu não estava perto da TV) aquela parte que elevai até a casa dele e reencontra a (ex)esposa. Não ouvi a parte toda, mas lembrei do que acontecia, basicamente havia um questionamento sobre ela ter se casado novamente e ela argumentando de que "ele estava morto".

Caralho, deve ser uma puta situação de merda.

Imagina, você ficar anos longe, sem contato e sonhando no dia que poderá voltar pra sua casa e família, quando você finalmente consegue, já não bastasse todo o sofrimento anterior, ainda descobre que "aquela casa não é mais sua" e que você agora está solteiro, digamos. Do outro lado tem a sua família que sofreu na sua busca, na "constatação" da sua morte e na sua ausência, que acabou por fazer o que as pessoas fazem, seguir em frente.

Como se lida com isso, de ambos os lados?

Acho que nenhuma resposta é certa.

Mas, no fim, "o certo é o certo, na guerra ou na paz."

terça-feira, 3 de abril de 2018

wymmd

O ser humano tem uma estranha tendência de tentar transformar vilões em heróis e, por consequência, te fazer se sentir mal por não compactuar com essa idéia.

Porém, tanto a história (passado) quanto o tempo (futuro) trazem e levam a verdade consigo para aqueles que queiram ver.

A verdade não se curvará ou se moldará a nossa vontade. (Essa frase fica mais legal em inglês "The truth will not bend neither be shaped by our will").

sábado, 24 de março de 2018

cyrmm?

As pessoas não prestam muita atenção nos detalhes, ao que parece.

Eu tenho uma lista de assuntos pra escrever aqui, alguns estão na fila há um ano.

No fim, esta vai acabar sendo a minha última postagem, ou uma das últimas.

O fato é que a vida é uma grande repetição. Quando você percebe isso, tudo se torna meio agoniante, claustrofóbico, como se estivéssemos presos a um ciclo.

Acho melhor não ficar pensando muito sobre isso.

Before you jump... Tell me what you find

quinta-feira, 1 de março de 2018

ask

Recentemente fui confrontado por ser cético.

"Você é cético, seu papel é ficar questionando mesmo" (não foram exatamente estas as palavras)

Fiquei pensando sobre isso por uns dias e, apesar de não ter chego em uma conclusão, compreendo o papel do cético não como o questionador por si só, que busca que os outros respondam seus questionamentos, e sim como alguém que quer, primordialmente, causar o questionamento na mente alheia.

Se você me fala "Bruno, ouvir um rock e beber um vinho é a melhor coisa do mundo" e eu te questiono o motivo intrínseco para que você considere tal atividade tão espetacular, não quero que você me dê uma resposta do tipo "Ah, porque ficou bem loco e viajo no som" e sim que você se questione se você realmente gosta daquilo ou se tal hábito não é apenas uma forma de você se adequar ao seu grupo de convívio.

Foi um exemplo superficial, normalmente os questionamentos são mais profundos.

Na história humana, o progresso científico e social vieram a partir de conjecturas filosóficas e diretas - "Por que a Lua fica com uma sombra redonda em certas fases?", "De onde e como ocorrem as ondas?", "Estamos sós no Universo?" - O anseio pelo conhecimento, a "inquietude do saber", fizeram com que homens e mulheres virassem noites em claro CRIANDO meios de se encontrar respostas.

A base da nossa ciência veio daí.

Quando Newton criou a Teoria da Gravitação Universal (posteriormente sendo Lei da Gravitação Universal), não haviam formulas pra se determinar isso. A gravitação universal, porém, existia. Newton criou, com auxílio indireto de cálculos feitos por outros cientistas antes dele, um modo de se determinar, de se comprovar isso. Hoje nós temos dificuldades de compreender a fórmula (a esmagadora maioria ao menos), por aí se calcula a genialidade de Newton.

Tesla, Einstein, Turing, Descartes e tantos outros criaram conceitos que eram tão avançados que não podiam ser provados em sua época (sendo comprovados depois, como as ondas gravitacionais) ou que são usados até hoje e são a base para toda a tecnologia que temos.

E isso porque falo apenas do campo científico, houveram tantos seres humanos fantásticos em tantas outras áreas como nas artes, luta pelos direitos civis, luta pela igualdade social, luta pelos direitos da mulher, combate a pobreza, maior alcance da educação, desenvolvimento de medicamentos e diagnósticos de doenças...

Essas coisas me fazem pensar o quanto somos egoístas (é uma palavra meio exagerada, confesso) quando queremos só o bem dos nossos (familiares, amigos, bairro, cidade, etc).

O que me resta, então? Como posso eu, dentro das minhas diversas inabilidades e limitações, fazer algo de positivo para que eu não seja só mais um organismo consumidor de recursos naturais?

Não, eu não quero uma resposta, quero que você se questione sobre isso também. E faça outras pessoas se questionarem. Quem sabe não criamos uma sociedade mais consciente pelo coletivo?
Eu passei a porra das minhas férias inteiras sem fazer uma postagem aqui (tirando a da música), tive tempo de sobra pra escrever sobre alguns assuntos que estão "arquivados" já há quase um ano, e acabei não fazendo nada.

Daí hoje, voltando ao trabalho, resolvo escrever.

Sinto um pouco de falta de escrever aleatoriedades no outro blog.